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26 de dez de 2009

::: Camilla - Último Capitulo...


Camilla - Último Capítulo

Era curioso como o tempo, o senhor dos enlouquentes, se ajustava em cada sensação. Os tilintares das estrelas nobres brandiam o silencio das palavras emudecidas. Cada tilintar remetia a um episodio diferente e as lembranças embebidas pelas inverdades futurísticas assumiam o controle da situação, como um refugio clandestino. Em uma fração de segundos, emergiram todos os mais belos momentos vividos por Camilla e Yan. O som do tiro rasgando o ar paralisou a todos e recriou os conhecidos reinos de poder. Esses reinos emergiam ao mesmo tempo. O sentimento composto para cada toque, cada olhar e situação vivida. Tudo isso passou em um piscar de olhos, um filme em câmera lenta preencheu aquele segundo eterno. Imagens avulsas, que em conjunto traziam à tona a historia mais verdadeira conhecida por alguém. Fragmentos rodopiavam em suas memórias. O primeiro e profundo olhar, o primeiro toque dos lábios, as viagens, conversas intermináveis, a entrega total de um para com o outro.


Um dos assaltantes segurava Camilla, enquanto o outro prendia Yan. Os dois estavam armados. O assaltante que prendia Camilla começou a passar a mão nela, despindo-a parcialmente. Camilla tremia o corpo inteiro, já estava perdendo a consciência tamanho confronto consigo mesma. Yan se alterou completamente ao ver a cena e conseguiu esmurrar o criminoso que lhe segurava. Com os fortes golpes desesperados de Yan no assaltante, a arma do mesmo voou para perto de Camilla. O outro assaltante que estava com a garota soltou-a e correu para ajudar seu comparsa que estava meio aéreo, enquanto Camilla pegou a arma no chão sem saber o que fazer, agindo por puro instinto. Gritos, choros, desespero. O assaltante que ainda continuava armado largou seu parceiro e foi correndo deter Yan de se aproximar de Camilla. Apontou a arma para Yan e puxou o gatilho em meio à correria e gritos. Antes do disparo do assaltante contra Yan, Camilla por impulso atirou na confusão de corpos contra o assaltante. Um grito de dor e pavor ecoou pela rua. Camilla soltou a arma no chão e caiu de joelhos. Com o barulho, pessoas começaram a aparecer. Os assaltantes vendo a cena dispararam a correr. Camilla havia disparado e acertado o peito de Yan. Ela estava em choque profundo, mal conseguia respirar. Brotavam lagrimas inconscientes em seus olhos, seu peito ardia como fogo, como se o tiro a tivesse acertado. Ainda sem acreditar, foi engatinhando em prantos para próxima de Yan. Não conseguia falar, estava em outro mundo, aquilo não podia estar acontecendo com ela, não, não, justo agora. Segurou o rosto de Yan entre as mãos e gritou por socorro. Ouviu de longe alguém gritar que já haviam chamado o resgate. Uma multidão cercou o acidente, vizinhos que conheciam o rapaz estavam perplexos. Camilla entrara em comunicação consigo, não sentia seu corpo, nem escutava mais nada... Focava-se toda no rosto de seu amado companheiro. Yan lentamente abriu os olhos, com a respiração ofegante, sangrando muito. Admirou sua bela menina por alguns eternos segundos, cada fração de tempo agora possuía um sentido maior. Olhou profundamente no fundo dos seus olhos e esboçou um leve e sereno sorriso. Camilla encostou seu rosto junto do dele, gritando perdão inconscientemente. Ela fechou os olhos e tocou seus lábios ainda quentes. Em seus ouvidos surgiu a voz de Yan tocando sua musica favorita, a mesma que vira ele tocando no pubb rock pela primeira vez. Abraçou-o ternamente e olhou para ele. Ele não mais olhava pra ela. Tinha partido, mais continuava com o sorriso docemente esboçado. Camilla entrou em pânico e abraçou-o ainda mais forte, falando baixinho em seus ouvidos...

- Me perdoa, Me perdoa amor... Não me deixe aqui sozinha, não me deixe, por favor... Deixa-me ir no seu lugar, não posso conviver com essa culpa.. De conseguir matar minha própria vida. Não me deixa aqui sozinha... Yan... Yan...

Valentes os de corações meticulosos que conseguem burlar todas as barreiras humanas. A culpa é uma criança de colo que saiu de seu próprio ventre. Você não pode abandoná-la, ate ter meios para isso. A culpa é o pior peso, pois é um atributo próprio e torturante. Que a todo o momento lhe lasca um tapa na cara de verdades vacilantes. E o tapa sai de suas próprias mãos contra seu rosto. E mesmo assim é uma dor que não passa, é um martírio sufocante.

O resgate chegou e rapidamente levaram Yan para o hospital mais próximo. Camilla já sabia de seu errôneo destino, pois o mesmo saiu de suas próprias mãos. Preferiu não ir junto, sem saber aguardava a policia aparecer para a interrogação. Não tinha forças para continuar. Olhares sobressaltados emergiam de todos os lugares para a menina mulher. Sentia-se suja. Podre por dentro, oca. Como se junto com o tiro, tivesse ido sua alma. Após tanto compartilhamento e cumplicidade não conseguia mais ser, sem Yan consigo. A cada lembrança que surgia ressaltada pela culpa, Camilla desfalecia mais um pouco. Não conseguia imaginar sua vida sem Yan. Seus nervos haviam paralisado e disparou a rir de tudo aquilo no meio da rua. Que idiota, ela iria acordar a qualquer momento e ver que nada daquilo era verdade. Triste fim para uma sonhadora em meio à realidade. A verdade era crua, sangrava e doía. Camilla sentia-se tonta, mas não conseguia sentir seu corpo. Estava no mesmo lugar, suja de sangue, com a maquiagem escorrendo pelo rosto, sua meia toda rasgada e parecia-lhe internamente nua. Nunca se sentiu tão exposta e impotente. Queria fugir de tudo, de todos, queria encontrar logo com Yan. Porque ele demorava tanto para buscá-la? Levantou-se transtornada e saiu correndo. Algumas pessoas tentaram detê-la, mais visto seu sofrimento não tiveram muito que fazer. Camilla não sabia onde seu corpo a levava Foi andando sem rumo com a cabeça explodindo. Andou, durante horas, talvez meses, anos em sua cabeça. O tempo já havia se desconectado e nada mais fazia sentido ou ordem alguma. Ela estava sozinha, precisava encontrar Yan. Entrou rodoviária adentro e inconscientemente se dirigiu ao banheiro. Trancou a porta da cabine e sentou-se no chão sujo, nada mais importava. Foi quando lhe veio à tona com uma dor profunda. Você matou seu amor. Não! Não! Não podia ser. Não era justo. Qual o problema em cultivar um amor tão puro e espontâneo? Que culpa ela tinha de ter cativado e ser cativada todos os dias? Porque a felicidade seria tão incerta assim, cuspida no rosto? O amor assim como Camilla não possuía definições. Ele poderia ser entendido em todas suas formas. A morte não poderia ser uma limitação para ele. Justo ele tão seguro, tão forte e poderoso, capaz de transformar o mundo. O que é verdadeiro nunca morre se eterniza em nossos corações. O essencial é invisível aos olhos, Camilla não precisava ver Yan, apenas senti-lo. Sentada em um banheiro publico de rodoviária, com papeis borrados de maquiagem ao seu lado, encontrava-se Camilla. Seus 18 anos acabados de se completar traziam a tona uma mescla de sentidos e vontades. Lagrimas emergiam como uma forma de protesto a tudo aquilo. O mundo inaugurado por Camilla era algo nunca antes visto ou citado por alguém. Ela conseguira transparecer uma visão além do normal e percebia tudo como uma forma detalhada e complexa. O que ate ali supostamente não era possível existir, ela conseguia sentir e demonstrar. Porem ela nunca se designou como “especial”, ou melhor. Era simplesmente Camilla... Sua única definição.
Perguntam-me o que aconteceu com camilla, após tudo isso. Dizem que ela continua andando por ai, que já andou durante anos e anos. A verdade é que Camilla havia se conhecido pelo espelho transparente da alma sorrateira de Yan. Partiu sem rumos, com a presença oculta de Yan ao seu lado. Sentia-o e gargalhava com ele em cada detalhe. Ao certo ela continua por ai, andando e andando. Quem sabe um dia nos encontramos por ai...
Ah Camilla, Camilla...



FIM


Gustavo de Freitas Ferreira



..:gUh:..

23 de dez de 2009

::: Anjos Natalinos...



“ Todo ano, em véspera de natal, meu coração se enche de um sentimento novo. É a esperança de uma nova vida, repleta de realizações. Determinação nunca me faltou, nem coragem para seguir adiante. Às vezes pareço adiar meus sonhos, mas no fundo eles estão lá, se realizando a cada momento. Possuo muitos sonhos. Dizem que não podemos contá-los até que se realizem. Os meus posso contar, a maioria se realiza em cada sorriso verdadeiro que eu recebo de quem eu amo. Sou muito feliz por estar aqui e com quem cheguei. Agradeço muito aos céus por ter me proporcionado tamanha sensibilidade para enxergar as coisas do meu jeito. E se nesse exato momento, escrevendo essa simples declaração, meus olhos se entregam às lagrimas, agradeço mais ainda por conseguir sentir e expressar um pouco o que sinto. Sou eternamente grato, por conseguir enxergar com os olhos do coração.
Bom, entre os sonhos que eu sempre almejei, posso citar alguns que me completam. Consegui a proeza, que raras pessoas conseguem, de encontrar amigos puros e verdadeiros. Sou extremamente feliz por ter conhecido a amizade em si, um amor que não possui nenhuma limitação, somente cumplicidade. É um sentimento, que não visa troca nenhuma, apenas a felicidade e a companhia do outro. E digo com toda certeza do mundo, que eu conheci ela verdadeiramente em sua forma mais gloriosa, porque me deparei com seres incomuns e de um sentimento inigualável. Não conheci pessoas, conheci anjos. E esses anjos estão comigo sempre. Alguns desses anjos precisam trilhar seu próprio caminho, ir atrás de suas missões. Mas eles vão fisicamente, porque a maior certeza que eu tenho, é que eles estão talhados no nosso coração. Aconteça o que for, onde estiverem eu posso olhar para as estrelas e vê-los sorrindo para mim...
Consegui ter uma família tão bonita por dentro, que movem o mundo por minha causa. Minha base, meu caminho, minha vida.
Tenho que agradecer muito a um sonho realizado, de estar estudando aquilo que eu sempre quis e o melhor, ao lado de pessoas incomuns também. Sou cercado de anjos em todos os lugares, por isso me sinto tão seguro.
Sou imensuravelmente feliz também por ter um anjo especial na minha vida, que a cada dia, nos apoiamos um no outro para conseguir superar nossos medos. Esse anjo mudou totalmente minha vida, me completando e me levando a vôos nunca antes imaginados em seus braços. Por esse anjo, vou ate o fim.
Por fim, agradeço a mim. Sim a mim. Por conseguir um equilíbrio entre meus anseios e minhas vontades. Por nunca ter desistido de tudo aquilo que eu lutei. Por me manter presente a tudo isso.


E digo: Sempre que se sentirem sozinhos, todos que sentem meu amor verdadeiro, fechem os olhos e vejam que estou sempre com vocês. Simplesmente Amo-lhes! Obrigado por serem tão parte de mim...”



Feliz Natal!

..:gUh:..


4 de dez de 2009

::: Qual fim terá Camilla?...

... Qual fim terá Camilla?...

Não percam o último capítulo da microblogsérie!

Dia 25/12/09 às 00:00 horas
(Frew)


"O verdadeiro mistério do mundo é o visível, não o invisível."
( Oscar Wilde )

..:gUh:..


1 de dez de 2009

::: Metade adorada de Mim...







" Hoje eu queria dizer algo especial. Queria juntar todas as coisas boas existentes e transmiti-las a você. Tudo que há no mundo de melhor eu te desejo. É um querer tão bom, tão sensivel, profundo e verdadeiro. Lhe ver bem, me faz ficar bem também... Meu precioso. Te guardo nos meus mais secretos sentimentos. Quero estar presente em cada detalhe de sua vida. Vou estar sempre aqui viu? Porque eu? Ah... Eu Te Amo...."







Luz Dos Olhos
Cássia Eller

Composição: Nando Reis

Ponho os meus olhos em você

Se você está

Dona dos meus olhos é você

Avião no ar

Dia pra esses olhos sem te ver

É como o chão do mar

Liga o rádio a pilha à tv

Só pra você escutar

A nova música que eu fiz agora

Lá fora a rua vazia chora
Os meus olhos vidram ao te ver

São dois fãs, um par

Pus no olhos vidros pra poder

Melhor te enxergar

Luz nos olhos para anoitecer

É só você se afastar

Pinta os lábios para escrever

A tua boca em minha

Que a nossa música eu fiz agora

Lá fora a lua irradia a glória
E eu te chamo

Eu te peço vem

Diga que você me quer

Porque eu te quero também
Faço as pazes lembrando

Passo as tardes tentando

Te telefonar
Cartazes te procurando

Aeronaves seguem pousando

Sem você desembarcar

Pra eu te dar a mão nessa hora

Levar as malas pro Fusca lá fora
E eu vou guiando

Eu te espero vem

Siga aonde vão meus pés

Porque eu te sigo também
Eu te amo

Eu te peço vem

Diga que você me quer

Porque eu te

Quero também





Now I know that you're the
Agora eu sei que você é
Best thing in town -- Best thing around
A melhor coisa na cidade -- A melhor coisa ao redor
Best thing in town -- Best thing around

(Green Day - Best Thing In Town)

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Te Amo! Te Amo! Te Amo!

Felicidades Mil amor!

Beijoooooooooooo =*

..:gUh:..

27 de nov de 2009

::: Camilla- Penúltimo Capitulo...

Camilla - Penúltimo Capítulo


O tempo transcorria apenas externamente. Para Camilla e Yan era como se tudo houvesse parado quando se conheceram. Aquela sensação de bem estar preenchia qualquer falta interna. Conjugavam-se agora todos os verbos na terceira pessoa. Quando perceberam, estavam inclusos um na vida do outro em cada mínimo detalhe. Às vezes discutiam por coisas banais, como todo casal, mas a reconciliação era quase que instantânea, e os aproximava mais ainda. Total entrega. Total cumplicidade. Corações ligados ao fluxo continuo de um sentimento. De certo era um sentimento engraçado.

Ele percorria todo o corpo rindo em altas gargalhadas, sagaz e leve. Transmitia uma sensação de segurança mesmo pairando em uma corda bamba. Gritos de felicidade, explosão de redenção alheia, coreografados por passos soltos e audaciosos.
Todos os dias eram inaugurados reinos de poder dentro de Camilla. Cada reino incidia em uma parte autônoma, comandava o império de seus sentidos e disseminava a arte de suas emoções. E esses reinos sempre se transformavam e davam lugares a outros mais fortes, íntimos e ousados. Reis e rainhas não possuíam limitações, eram livres. Desejo. Desejo. Desejo. Reais e completos. Vivos. Desejos vacilantes e extasiados. Vontade de querer mais, adentrar na alma. Vontade de ter a pessoa. Vontade e desejo aliados na essência de mover esse fluxo. Delírios, loucura, paixão. Vigorava-se nesse império uma dominação passiva, em que os detentores do poder supremo redimiam-se para com o outro. Não havia disputas de aquisições, apenas compartilhamento. Palavras se mesclavam a sensações indefinidas, na ânsia de tentar explicar o conjunto ali formado.
Os dias ressurgiam por simples definições de tempo. O anacronismo desconcertado transfigurava em um mundo novo. Particular. Tudo continuava na mesma, mas misteriosamente se surpreendiam a cada momento. Descobriam um pouco mais de si no espelho vigorante de egos do outro.
Camilla encontrava-se dispersa. Tentava se concentrar para estudar um pouco, mas sua vida estava tão turbulenta, que só conseguia pensar em Yan. Ligou para ele sem assunto, apenas para saber se estava tudo bem e escutar um pouco sua voz. Conversaram durante alguns minutos e marcaram de se ver mais a noite. Camilla estava ansiosa, pois o aniversario de seu namorado estava se aproximando. Queria algo especial, diferente. Há semanas planejava, queria surpreendê-lo. De certo já havia decidido e feito reservas para uma suíte de luxo no melhor motel da cidade. Guardara dinheiro para que tudo fosse inesquecível. Já havia passado um mês desde a viajem para a cidade histórica e só faltava mais um mês para a comemoração do aniversario. Decidiu se levantar e arrumar seu guarda-roupa. Após algumas horas, já extasiada, foi tomar banho e se arrumar para encontrar com Yan. Vestiu uma camiseta branca, com uma saia rodada preta balonê, com o cós acima da cintura. Estava com uma sapatilha, tiara e bolsa vermelhas. Yan já estava na sala esperando-a. Deu-lhe um beijo e desceram para o carro. Decidiram ir ao cinema assistir uma comedia romântica. No caminho conversavam:
- Amor, estava pensando em convidar uns amigos meus para irem lá em casa semana que vem, o que você acha? – Disse Yan.
- Por mim, tudo bem... Sexta não tenho aula, se quiser te ajudo a prepara alguma coisa.
- Vou marcar com eles então - disse Yan, sorrindo levemente para Camilla.
Conversavam animadamente, planejando o encontro na semana seguinte. Chegaram ao cinema um pouco atrasados, e foram direto a seção. Não prestaram muita atenção ao filme, porque havia outros “atrativos” no cinema. Após o filme foram comer pizza e logo voltaram para casa. Camilla dormiu na casa de Yan e no dia seguinte ainda pela manha, ele a levou para casa. Semanas se passaram. O encontro com os amigos de Yan havia sido ótimo, tocaram musica e beberam a noite toda e tudo transcorria normalmente.
(Hoje)
Sete meses haviam se passado. Seis meses de namoro e hoje era o dia tão esperado do aniversario de Yan. Tudo minuciosamente planejado por Camilla. Não contara nada a seu namorado, só pedira para não marcar nada à noite porque tinha um presente especial para ele. Yan passaria para pega-la às 22:00 horas. Camilla se preparara o dia todo, estava impecável, mais do que nunca. Formava uma onda secreta de luz ao redor de seu corpo. Para a ocasião havia comprado um conjunto de lingerie completo. Estava de meia cinta-liga preta, corpete e parte de baixo também pretas com strass. Calçava um scarpam preto e carregara na maquiagem. Por cima do conjunto estava com um micro vestido colado preto, “tomara que caia”, com a meia e a perneira à mostra. Usava seu perfume estimulante. Quando Yan chegou e viu Camilla descendo às escadarias do prédio ficou paralisado, perdera ate o fôlego por alguns instantes. Os traços delicados e surreais de Camilla entravam em contraste com o estilo fatal que usava. Entrou rapidamente no carro e já foi beijando Yan fortemente. Após alguns instantes ele a olhou incrédulo e suspirou. Estava louco de felicidade e desejo. Ainda admirando-a, disse:
- Você, você... Está perfeita - As palavras se misturavam na sua boca.
- Calma amor, ainda não viu nada... – disse Camilla.
Foi complicado Yan se concentrar no transito para chegar ao local que Camilla lhe indicava. Passado minutos na estrada, Camilla pediu para Yan parar o carro. Olhou em seus olhos e disse astutamente:
- Parabéns amor! Espero que goste da surpresa...
Yan olhou para o lado e não pode acreditar. Encontrava-se ao lado do motel mais requisitado e luxuoso da cidade. Sem palavras e ainda sem acreditar no que estava acontecendo, foi entrando direto no motel e dirigindo-se para a melhor suíte que havia sido reservada para a noite. Entrou na garagem e desceu do carro. Camilla já havia subido rapidamente para o quarto e esperava Yan com taças de Champagne e musica ambiente. A noite foi simplesmente a melhor de toda a sua vida. Estava com a pessoa mais incrível que conhecera, que desde o começo se apaixonara e não conseguia explicar a felicidade que estava sentindo. Cada beijo, cada toque, cada olhar tudo muito carregado de sentidos, expressões verdadeira de querer bem. Yan se sentia a pessoa mais feliz do mundo. Sentia-se completo, absoluto. Tivera a oportunidade tão rara de conhecer o amor puro e verdadeiro, que poucas pessoas chegam a conhecer. A maioria simplesmente só pensa que o conhece, mas nem de longe foram apresentados. Seu peito ate doía quando tentava imaginar e definir esse sentimento. Estava feliz... tão feliz. Após a empolgante e romântica noite, estavam deitados olhando um para o outro quando Yan disse:
- Nenhuma palavra conseguiria agradecer por ter você na minha vida. Obrigado por tudo amor. Sinto o que você sente e isso me faz tão bem. Às vezes posso não me expressar devidamente, mas pode ter certeza que te quero pra mim por todo o sempre... Promete que nunca vai me deixar? Eu estarei sempre com você.
- Você nunca vai estar sozinho, deste momento em diante - disse Camilla.
Os dois se beijaram como se fosse à primeira vez. Adormeceram um pouco. Camilla acordara depois de algum tempo, não passando muito bem. O tempo estava parado e abafado, e ela estava aflita. Resolveram tomar um banho juntos ir embora. No carro Camilla se sentia zonza, com calafrios e arrepiando. Pediu Yan para chegarem logo em casa, ela iria dormir na casa dele.
Apesar da noite perfeita, havia um clima pesado no ar. Nenhum dos dois conseguiu dizer nada. Finalmente estavam próximos da casa de Yan. Pararam o carro no portão da garagem e antes que pudessem abri-lo ou ter qualquer reação foram sobressaltados. Dois homens encapuzados e armados com revolver, chegaram violentamente e renderam os dois. Camilla assustada deu um grito de pavor que logo foi sufocado por um dos bandidos. Yan tremia muito e desceu do carro com a arma apontada para a cabeça. Gritava tremulo para levarem tudo, mas que não machucassem sua namorada. Camilla estava presa com o outro assaltante, que lhe segurava por trás e estava também com uma arma em sua cabeça. Olhava desesperada para Yan, quase desfalecendo de tensão e não conseguia se controlar, chorava muito. Um dos assaltantes, o que estava com a garota, ria compulsivamente e exclamava o tanto que ela estava lhe chamando atenção. Foi quando se aproveitou da situação e passou a mão nas pernas de Camilla que se assustou e tentou fugir. Yan não conseguiu se controlar e deu um soco no assaltante que lhe prendia fazendo sua arma voar. Foi tudo muito rápido. Camilla conseguira pegar a arma no chão rapidamente. O assaltante que prendia a garota correu ainda armado para ajudar seu comparsa. Correria. Gritos. Medo. Pavor. Um alvoroço se iniciara na rua. Na correria só pode ser escutado por ultimo, um grito profundo de dor e o som de um tiro disparado contra a noite.
(Continua...)
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Desculpas sinceras pela demora amigos....
Final de ano, totalmente sem tempo...
Vlw!
Abração a todos....
Carpe Diem =]
..:gUh:..


3 de nov de 2009

::: Canção de Ninar...



Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar

Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração

Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem...

11 de out de 2009

::: Camilla - Quarto Capitulo


Camilla - Quarto Capitulo

Yan segurou o rosto de Camilla entre as mãos e a beijou.
Naquele momento o tempo dançou levemente, flutuando pelo ar. Uma divertida e doce brisa sussurrava sorrateiramente nos ouvidos de Camilla. Parecia uma compassa sinfonia. Ela não sentia mais seu corpo, não sabia onde se encontrava, somente tinha a certeza de fazer parte de tudo aquilo. Aos poucos, como uma tímida lua, Camilla ia voltando a si, ainda meio transtornada com a realidade deturpada. Não entendia porque sentia aquilo com alguém que conhecera a tão pouco tempo, que horas atrás era um estranho e que agora conseguia preencher cada detalhe com sua presença. A garota foi corando e admirava Yan com seu profundo e obliquo olhar, até que sorrindo, disse:
- Posso te ligar mais tarde?
- Claro – disse Camilla decididamente.
Desceu do Chevette rapidamente, ainda meio extasiada pela situação ocorrida e quando chegou na portaria de seu apartamento, olhou para trás e disparou um magnífico sorriso que só ela era capaz. Yan buzinou e acelerou o carro, ainda acalentado pelos lábios irreverentes de Camilla. Mal sabia ela que a partir daquele momento havia entrado em um caminho sem voltas. Desconhecia todas suas vontades e desejos. Era guiada por anseios instintivos e singulares. Entregara-se sem saber os motivos, em menos de um dia perdera-se toda em um propósito. Ate ali nunca havia se permitido possuir essa liberdade própria, de deixar suas vontades alheias dominarem sua mente racional. Podia estar se precipitando, mas tinha certeza de que se não fizesse isso, seria pior.
Yan encontrava-se perplexo com o decorrer do dia que havia passado. Parou o carro num mirante próximo de onde se localizava e tentava decifrar suas emoções. A jovem menina conseguia enfeitiça-lo de algum jeito disforme. Sua inocência e fonte de pecados, sua leveza e peso de alma, sua espontaneidade e estilo. Tudo em uma perfeita cumplicidade entre si. Decidira ali, não sabia o que iria acontecer, mas não ia deixar passar alguém tão incomum, provocante e apaixonante. Tudo começou naquele dia que mais parecia uma bela poesia.
(Cinco meses depois...)
Camilla e Yan encontravam-se numa bela cidade histórica. Semanas atrás haviam combinado de passar o final de semana juntos em um lugar diferente. O local escolhido possuía um charme exótico, pela junção do antigo com o romântico que desvanecia no clima da cidadezinha. Depois de deixar as malas no hotel, resolveram dar um passeio para conhecê-la. Já era noite e fazia frio. Entre risadas e brincadeiras os dois pareciam bobos apaixonados. Camilla combinava perfeitamente com a cidade e Yan não escondia isso. A sedutora garota usava uma maquiagem forte, vestia um sobretudo de couro cor gelo, uma boina, cachecol e meia fina pretos e uma bota de bico fino, salto alto de couro preta também. Seu batom e suas unhas compridas vermelhos davam um contraste no visual. Yan estava com uma blusa preta de linho, calça jeans e all star preto. Os dois formavam um par comum, mas muito harmonioso e despertavam bastante atenção. Entre conversas altas Yan disse:
- Ai, ai amor... Como eu queria ficar sempre ao seu lado, sempre pertinho da minha namorada linda...
- Namorada? Que isso? Ah... Tipo você ainda é só meu ficante... - dizendo isso Camilla saiu correndo e rindo alto.
- Ah é? Ah é? Deixa eu te mostrar o que é ficante!
Yan pega Camilla no colo e sai correndo com ela nos braços.
_ Para! Para! Me desce Yan! Ta certo eu assumo, eu me rendo! Meu namorado! Meu só meu! Que amo muito!- disse Camilla aos gritos e risos olhando pra Yan.
Yan a beijou e recolocou Camilla no chão. Os dois saíram rindo e brincando nas ladeiras. Camilla lembrou-se com carinho do dia que foi pedida em namoro e recordou-se também do primeiro beijo entre eles. Depois daquele primeiro encontro se ligavam a toda hora e sempre saíam juntos. Foram se aproximando ate o dia que completaram um mês da data do primeiro beijo, quando Yan pediu Camilla em namoro. Estavam em um teatro e após assistir a uma emocionante peça, ele conversou com ela e fez o grande pedido. Camilla de propósito não respondeu de cara, deixando Yan ansioso, tenso e explodindo por dentro. Seus olhos aflitos refletiam tudo aquilo, seu coração estava acelerado, não sabia de onde tinha tirado tanta coragem para tal. Alias sabia sim era só olhar para Camilla para ter a resposta imediata. Ela não respondia a pergunta ate Yan dizer se ela queria lhe responder outro dia, pensar com calma. Foi quando ela lhe deu um beijo inesquecível, que respondeu todas as perguntas. Seus olhos encheram de água, tamanho sentimento verdadeiro que sentia... Recordações e recordações. Camilla admirava seu namorado com grande afeição, nunca tinha se sentindo sentimentalmente a doninha de ninguém, apesar de seus relacionamentos anteriores.
Voltando de suas lembranças, Camilla e Yan resolveram parar em um barzinho aconchegante, para tomarem vinho. Cinco meses atrás nenhum dos dois esperava que o destino fosse tão certo.
Cinco meses que se conheciam e quatro meses de namoro. Se pedissem a Camilla para descrever o que ela sentia ela não conseguiria definir. Nem se juntassem todas as palavras existentes expressariam o sentimento ali formado. Espontâneo, absoluto, abstrato. Logo ela que nunca permitira entregar-se por completo por medo de suas consequências avulsas e desconhecidas, resolvera deixar tudo de lado e simplesmente viver. Ela queria descobrir-se e reinventar-se todos os momentos. Queria recriar tudo para viver uma felicidade clandestina, nas fortes palavras de Clarice Lispector. Camilla lembrou de um trecho de um conto dela que lhe servia bem: “Fingia que não o tinha só para depois ter a surpresa e o susto de tê-lo. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que já ate pressentia, como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada”.
Voltando se suas reflexões, o casal degustava seu vinho tinto, com voz e violão tocando MPB ao vivo se fundo. O pub era todo rústico, feito integralmente de madeira talhada. Era um lugar aconchegante. Passado algum tempo voltaram ao hotel. Um pouco animados, devido a primeira viajem juntos, pela bebida e pelo ar da cidade tiveram sua primeira noite de amor. Tudo muito calmo e detalhado. Nenhum dos dois hesitara momento algum, apenas se deixaram levar. Yan paralisou ao ver Camilla nua, sua pele branca puro, quase transparente e macia, transbordava certa luz. Camilla era perfeita e hipnotizante, suas curvas delineadas, seu perfume, seu olhar... Tudo minuciosamente desenhado, inigualável. As mãos de Yan percorriam suavemente sobre seu corpo, enquanto a garota se entregava totalmente para aquele que tinha certeza seria o dono de sua historia. A noite foi inesquecível, assim como todos os momentos que passavam juntos. Guiados sempre pela batida única e compassada de seus corações. O poder de Camilla era incomparável, poderia construir um império com um simples olhar. Yan não sabia mais como controlar-se. A menina mulher era sua. Somente sua.
Ah Camilla, Camilla... Mal sabia Yan o que lhe aguardava...
(Continua...)

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Carpe Diem
..:gUh:..

28 de set de 2009

::: Pra Você...





" Foi como uma explosão. O tempo não respondia mais aos meus sentidos, meu coração havia silenciado, minha voz emudecera, minha mente transtornara... tudo para ouvir você dizer. Tentei ao máximo me controlar e deixar claro o que eu realmente sentia até ali. O que realmente consta é a forma como tudo se processa. não caracterizo as coisas a não ser pelo modo como as sinto. O que é, é. Você me fez em um minuto percorrer todo o mundo mil vezes. Me fez gritar no mais alto silencio. Me fez sumir sem sair do lugar. Me fez feliz como sempre faz. E com esse jeito único, que conseguiu me enlouquecer, digo apenas que daqui para a frente eu vou sempre estar com você... Não importa o que ocorrer suas estações serão sempre acompanhadas ao meu lado. entre risos, sorrisos e melodias vamos escrevendo nossa historia. Meu coração falou por mim no momento mais puro e verdadeiro de minha'lma. Todas as vontades e sensações boas existentes se mesclaram formando o que eu sentia no momento. Estar com você é o mesmo que que me sentir completo e demasiadamente feliz. Você me faz tão bem... Você me faz ser eu. Foi como uma explosão... tudo se transformou... tudo se completou. E eu? Ah, eu quero estar contigo sempre...
Te Amo..."


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Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim.
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão...
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando


Pablo Neruda


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"You're never gonna be alone
From this moment on
If you ever feel like letting go
I won't let you fall
When all I hope is gone
I know that you can carry on
We're gonna see the world on
I'll hold you till the hurt is gone..."



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"Me leva pra você. Some comigo no mundo. Me coloca pra dormir e só deixa eu acordar se for do seu lado. Não me deixa sozinho nunca mais..."






...S2...




..:gUh:..

25 de set de 2009

::: Camilla - Terceiro Capitulo





Camilla - Capitulo 3

(Anteriormente)
Alguma coisa iria acontecer. Camilla começou a olhar para os lados desesperada, seu peito doía de ansiedade. Dessa vez viera muito mais forte que antes. Ela queria sair daquele lugar imediatamente. Camilla de repente olhou para frente! Foi quando tudo aconteceu muito rápido...
Uma violenta briga iniciava-se a poucos metros de Camilla. Em apenas alguns segundos, várias pessoas também estavam envolvidas. Muitas caídas pelo chão, gritos apavorados, objetos voando por todo o recinto, gente correndo desesperada. Em pouco tempo aquilo se transformara em um caos generalizado. Os seguranças do local não conseguiam apartar a confusão formada por toda a boate. Camilla que já não estava nada bem se desesperou mais ainda, afobada pela situação e pelo que estava sentindo. Entrara em estado de pânico. Procurou em vão por suas amigas, mas era impossível encontra-las. A garota foi ficando cada vez mais nervosa e com medo. Começou a se sentir muito mal e uma ânsia aprofundou em seu peito... Camilla perdera os sentidos, estava desmaiada no chão.

Camilla não sabia o que lhe havia ocorrido quando acordou. Estava em um lugar desconhecido, sua cabeça doía fortemente... Até tentara se levantar, mas não conseguiu. Observou a sua volta, estava sozinha e se encontrava em uma espécie de quarto mal iluminado. Deitava-se em uma cama de solteiro com um lençol liso de cor forte. Ao lado da cama havia um criado mudo, uma luminária antiga e um livro de cabeceira. No quarto havia vários pôsteres antigos de bandas de rock. Apesar de não muito organizado o local era bastante aconchegante. Ao fundo uma bateria preenchia o local, e ao seu redor vários outros instrumentos musicais espalhados pelo quarto. Nele também havia um guarda roupa com algumas camisetas para fora, uma escrivaninha com muitos papeis em desordem e um notebook ligado com uma musica baixa de fundo. No chão um carpete vermelho dava um charme ao local, juntamente com as cortinas combinando. Camilla tentou se levantar novamente, preocupada em saber onde estava. Mas quando tentou, sentiu tudo rodar e sua cabeça deu uma fincada forte. Voltou para a cama e fechou os olhos. A única coisa que lembrara era da cena da briga e de seu desespero. Pelo que notara já estava amanhecendo e uma fina chuva caía pela cidade. Procurou se concentrar em como fora parar naquele local. Vasculhava sua mente como sempre fazia, em busca de uma resposta. Aquela garota imprevisível, profundamente sensível e autônoma nunca conseguia se responder quando devia. Talvez fosse uma própria arma defensiva de seu organismo, poupar Camilla do comum para surpreendê-la. Nenhum vestígio de segurança lhe fora passado. Ela encontrava-se em um ambiente totalmente desconhecido e um fluxo de ideias insanas percorriam sua mente. Absorta em seus pensamentos nem percebeu a aproximação de um homem ao seu lado.
Ele era visivelmente estiloso... Possuía um cabelo todo desfiado e arrepiado preto. Estava com uma camiseta básica preta, calça jeans e um all star vermelho. Seus delicados traços resplandeciam em um rosto que nem mil palavras conseguiriam agora lhe descrever. Era incomum, único, e de um ar de sedução desigual. Passado alguns instantes, ele virou-se para Camilla e disse:
- Oi, tudo bem? Já esta melhor?
Camilla se assustou repentinamente e abriu os olhos, de inicio tinha se alarmado com a presença masculina ao seu lado, mas sua voz possuía um timbre tão harmonioso e sua aparência era tão irreal que Camilla na mesma hora se tranqüilizou. No momento em que olhou para ele sua cabeça rodou mais forte. E ela sabia que dessa vez não era por causa da tontura. Ele a observava dentro dos olhos, justamente seu ponto fraco. Ela se sentia nua diante daquilo, mas como algo hipnotizante ela não conseguia falar. Estava em outro lugar naquele momento. Uma mescla de vontades e sentidos tomou conta de seu corpo, era como se ela o conhecesse muito tempo. Não sentia medo. Apesar de desconhecido ela sabia que de alguma forma os dois mantinham uma presença secreta, interna, inexplicável. Aquele ar jovial e roqueiro, juntamente com um sorriso que conseguia derrubar ate as mais sólidas barreiras, deixavam-na confusa. Justamente ela que nunca se entregara, nem para si. Ele sorriu mais ainda e se aproximou, perguntando novamente:
- Oi, tudo bem? Já esta melhor?
Camilla voltou a si e sem medir o que falava, vislumbrada sem saber o porque. Demorou um certo tempo, mas enfim surpresa a voz saiu rasgada, com tudo:
- Quem é você? Onde estou? O que aconteceu?
Queria muito não falar nada daquilo, queria demonstrar que apesar de não conhece-lo sentia segurança com sua presença e que toda aquela sensação ansiosa que lhe corrompia havia repentinamente passado. Ele simplesmente sorriu e disse:
- Bom, meu nome é Yan. Eu sou vocalista da banda que estava tocando ontem quando deu aquela confusão. Foi horrível... Mais tarde ficamos sabendo que a briga toda se deu por causa de ciúmes e foi só aumentando. Eu te vi caída no meio da pista e corri para te ajudar. Acho que na queda você bateu a cabeça, mas não tinha ferimentos... Como não consegui encontrar ninguém que te conhecesse, resolvi traze-la para minha casa até você acordar.
Cada palavra que saia de sua boca pareciam uma bela melodia, Camilla estava em um estado de transe inexplicável. Simplesmente disse:
- Ah Certo... Desculpe-me o transtorno, eh...eh... Obrigada...
- Que isso, por nada, era o mínimo que eu podia fazer. Desculpe-me, mas qual o seu nome mesmo?- Disse Yan.
- Camilla - respondeu a garota precisamente, sua única indicação sólida.
- Apesar da forma inusitada que nos conhecemos Camilla, muito prazer! Respondeu o roqueiro.
Camilla soltou um leve suspiro e um olhar de afeição para o seu salvador. Ele se perdeu um pouco meio enfeitiçado com tudo. Ela estava voltando ao normal, seu ar fatal começava a imergir no ambiente. Ela se levantou e mencionou de ir embora, mas como a chuva aumentara e ainda não havia amanhecido completamente Yan a convenceu de ficar mais um pouco. Tomou uma ducha e vestiu um camisão do mesmo, enquanto conversavam como se já se conhecessem há anos. Tomando cafés sentados no carpete, enquanto Yan tocava seu violão, Camilla observava detalhadamente o rapaz que a cada vez mais lhe chamava atenção. Yan tinha um físico normal, era um pouco definido, tinha braços desenvolvidos. Seu jeito atencioso e seu rosto simétrico formavam um conjunto nunca antes conhecido por ela. Comeram alguma coisa e Camilla decidiu ir embora, já passava das duas da tarde, perderam a noção de tempo entre conversas e risos. Ele se ofereceu para leva-la em casa e entrou no Chevette conversível preto de Yan, uma de suas paixões. Quando chegaram próximo da casa de Camilla foram se despedindo e marcando para sair qualquer dia. Enfim, chegando ao destino Yan disse:
- Bom, o que eu tenho a dizer? – Deu um leve suspiro - Nos veremos novamente, eu espero...
- É claro - sorriu um pouco desconcertada.
- Porque alguém que em menos de um dia transforma completamente o estado de uma pessoa, deve ficar ao nosso lado por um bom tempo...
Camilla ficou surpresa e ao mesmo tempo extasiada. Houve um momento de pausa até o momento que Yan disse:
- Você inexplicavelmente, me faz tão bem...
Ele foi se aproximando do rosto de Camilla. Em menos de um segundo passou uma seqüência de sensações estranhas na garota. A medida que Yan se aproximava, seu coração disparava e pensava consigo como podia ser boba ao ponto de mal conhecê-lo e estar confusa. Mas sua vontade era maior, era involuntária... E mais uma vez se surpreendeu consigo mesma.
Yan segurou o rosto de Camilla entre as mãos e a beijou.


(Continua...)
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Desculpe ai gente, o atraso nos capitulos...


É falta de tempo mesmo...





Até o próximo!





Carpe Diem =]



..:gUh:..

20 de set de 2009

::: 20 Motivos para ser Feliz! =]

20 Motivos para ser feliz:


1. Você está vivo
2. Você está com saúde
3. Você ama
4. Você possui os melhores amigos do mundo
5. Você possui a familia que faz tudo por você
6. Você sente que é querido por quem você realmente ama
7. Você recebe varias homenagens e quase se afoga de chorar
8. Você ganha as presenças mais carinhosas das pessoas que sinceramente gostam de ti.
9. Você sente a presença das pessoas que não puderam, mais que queriam estar ali contigo de coração.
10. Você assopra as velinhas e faz o pedido mais profundo de todos.
11. Voce recebe mil ligações, mensagens, scraps, daqueles que se importam contigo.
12. Voce recebe cartõezinhos, muitos presentes e até um livro de textos de seus amigos com seu nome.
13. Você sente que é recíproco todo o amor que cativa com seus queridos.
14. Você possui uma das presenças mais importantes em seu coração, que te liga e você nao aguenta e cai em lagrimas de tanto amar e sentir correspondido.
15. Você se diverte e está com as melhores pessoas do mundo!
16. Voce tem aqueles que são como anjos e demostram isso apenas com um sorriso
17. Você chega em casa e da um grito, agradece a Deus por mais um ano de vida.
18. Você se pergunta se merece tudo isso e se vê extremamente feliz.
19. Você se sente a pessoa mais sortuda do universo, por colher frutos tão lindos e verdadeiros
20. Voce simplesmente é feliz por causa de todos que estão com você e que de algum jeito te completam...


Obrigadoooooooooooooo a todosssssssssssss de coração!!!
Meu dia foi ultra-mega-super especial!!!

Fazer 20 anos só me mostra que eu tenho mais uma infinidade de vida para compartilhar com todos vocês.
Adorei os presentes, mensagens, posts ( Sammy meu anjo, Ni my love), meu caderno de mensagens, e principalmente a presença verdadeira de todos. Sem vocês eu simplesmente não sou...

O guh grita pra todo o céu que lhes Ama muito!!!!
Haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

Felizz d++++

...S2...
Obrigado! Obrigado! Obrigado!

Camilla 3 episodio amanha! =]

Carpe Diem

..:gUh:..

15 de set de 2009

::: Camilla- Capítulo Dois



Camilla- Capítulo Dois


(Sete meses atrás)
Maio. Um sutil outono emergia ainda tímido no ar. Aquele era um dia diferente dos outros. Não aparentemente... As ruas estavam repletas das mesmas pessoas, correndo de um lado para o outro. As lojas eram as mesmas, o tempo era o mesmo, as luzes e a calçada também. Mas abstratamente nada se encaixava, nada estava em seu lugar... Camilla no meio de tudo aquilo, andando a passos largos como sempre fazia, tentava se livrar daquela tormenta. Ela sentia-se sozinha, apesar de cercada pela multidão. Seu coração pulsava rápido, criando uma trilha sonora para o momento em batidos fortes e ritmados. Era tão estranha aquela sensação, como se a qualquer momento tudo pudesse explodir. Pensando bem, essa sensação era uma constante na vida de muitas pessoas. Muitos se questionavam sobre essa mistura de realidades vividas pela vida de outrem. Assumimos papeis diferentes em cada situação e acabamos por colecionar diferentes mascaras a serem utilizadas para com os mais propícios ilusionistas. Camilla possuía diversas dessas mascaras, porem todas eram absolutamente transparentes. E ela já conseguira ocultar-se ate de si mesma, sem utilizar nenhum artifício. Camilla continuava a andar e cada vez mais uma pressão interna tomava conta de seu corpo. Uma ansiedade repentina e uma vontade de fugir de tudo aquilo lhe tomou. Parou de repente analisando sua própria sorte. Estava ali, viva em meio a um dia comum. Grande coisa. Queria algo novo, queria saber por que o dia estava tão disforme e porque ela não estava bem...
Voltou sua concentração e parou de repente para analisar os detalhes a sua volta. Alguma coisa tinha que acontecer a qualquer momento. Pensou consigo que era mais uma cisma inútil e prosseguiu ainda atenta ao seu redor. Foi para a casa direto, esperando que tudo aquilo parasse quando chegasse.
Deitada em sua cama, se pegou pensando em sua infância. As memórias serviam de refugio... Surgiam lembranças avulsas de cores mais intensas, sons, aromas. Recordou-se do seu medo por chuva e do quanto gostava do cheiro de terra molhada após a mesma. Desde pequena aprendera a assumir sua identidade. Sua mãe, nesse aspecto, influenciou muito, incentivando uma certa criação individual. Sentia uma grande admiração por ela, recordando com afeição tudo que viveram juntas ate ali. Inúmeras perdas, separações haviam transtornado a vida de Camilla. A começar pela morte de seu avô materno, seu porto seguro, ainda quando era muito jovem e da separação nem um pouco harmoniosa de seus pais. Seu pai era aquela figura sólida e previsível porém sempre pronto a acalentar os desejos da filha. Camilla sempre possuirá muitos desejos, a maioria inalcançável. Desejava tudo que era proibido e impossível. Possuía um fetiche por coisas que ela nunca poderia obter. Fragmentos soltos preenchiam os pensamentos da garota e absorta em suas viagens, adormeceu.
Passado algum tempo, iniciava-se um confuso sonho... Camilla encontrava-se na casa de uma amiga antiga, e nela havia diferentes pessoas que não possuíam nenhuma ligação entre si. A primeira pessoa que reconhecera era seu ex namorado. Ele estava com o mesmo corte de cabelo e o mesmo sorriso de quando se beijaram pela primeira vez. Por um momento ficou receosa, mas logo ele se transfigurou em outras pessoas nunca antes vistas por Camilla. Num mesmo instante o sonho já mudara e ela estava andando sozinha por uma rua estreita e escura. Tinha a horrível sensação de estar sendo seguida e começou a andar mais rápido. Sua respiração ofegava e seu coração disparava. Percebeu um vulto se aproximando e tentou fugir, mas não conseguiu se mover do lugar onde se encontrava. Estava desesperada com a aproximação do vulto. Foi quando num grito de pavor Camilla visualizou o que lhe causara tanto pavor e ficara confusa com aquilo. Parada diante de si encontrava-se ela mesma olhando com desdém para sua própria imagem. Acordou em um sobressalto coma roupa úmida e tentou controlar sua ansiedade. Estava inquieta e apavorada por se assustar consigo mesma. Camilla era um mistério ate pra ela... Ela mal se conhecia. Acalmou-se um pouco e olhou para o relógio. Lembrou-se que havia combinado com algumas amigas de ir a um show de uma banda nova de um conhecido delas em uma pequena boate da cidade. Rapidamente tomou banho e trocou de roupa. Dessa vez resolvera não utilizar de seus audaciosos saltos, pois não combinavam com o local. Colocara uma camiseta, jeans e all star, sua roupa mais básica e preferida. Encontrara com suas amigas perto do local e como já passava de meia noite entraram logo no recinto.
A boate era mais um café antigo, que reunia vários discos de vinil na parede e possuía uma decoração anos 70. Não estava muito cheia, por se tratar de uma quinta-feira, mas o charme do local fez Camilla esquecer seu estranho dia. O show já havia começado e elas caminharam animadas para próximo ao palco. Junto com Camilla encontravam-se suas três amigas que ela considerava como essenciais. Elas sempre se deram muito bem e eram muito unidas para quase tudo que faziam. Camilla começou a reparar nas musicas que a banda tocava, naquele momento tocava uma conhecida dos Beatles que de cara a fez gostar. Enquanto curtia a musica, duas de suas amigas haviam ido comprar bebidas. Vodka era uma de suas preferidas e as pedira para comprar duas doses com gelo. Mas os poucos Camilla foi sendo tomada por aquela estranha sensação que tivera mais cedo. Desejou que aquilo fosse coisa de sua cabeça e que iria passar logo. Mas não, ela começou a ficar sem lugar... Alguma coisa iria acontecer. Começou a olhar para os lados desesperada, seu peito doía de ansiedade. Dessa vez viera muito mais forte que antes. Ela queria sair daquele lugar imediatamente. Camilla de repente olhou para frente! Foi quando tudo aconteceu muito rápido...
(Continua...)
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Até o proximo capítulo...
Carpe Diem

..:gUh:..